O poeta e escritor amparense Marcelo Henrique, 38 anos, é um
dos candidatos à sucessão da escritora
Zélia Gattai na Cadeira n.º 23 da
Academia Brasileira de Letras (ABL). Juntamente
com Marcelo, concorrem Affonso Romano de Sant’Anna, Antonio
Torres, Bárbara Heliodora, Cleonice Berardinelli, Fabio
Lucas, Isabel Lustosa, Luiz Paulo Horta e Ziraldo, entre outros,
num total de 23 candidatos – um verdadeiro recorde de
inscrições. A eleição na ABL
está marcada para o dia 21 de
agosto.
Marcelo, que
concorre pela segunda vez à Academia Brasileira – em
2001, disputou com a própria Zélia a sucessão
de Jorge Amado –, é autor dos livros “Cantares
de Amor e Maldição” (poesia) – 1999 e
“Jânio Quadros – Sem Retoque” (ensaio
biográfico) – 2001, ambos com a primeira
edição esgotada, além de “Oferendas ao
Luar” (poesia) – 2007, seu mais recente
lançamento.
É
membro efetivo da Academia Amparense de Letras
(eleito aos 21 anos) – Cadeira n.º 33 (patrono:
Jânio Quadros) e ex-presidente da Casa do Poeta de Amparo
(biênio 1999/2000). O poeta leciona Língua Portuguesa
na Associação Guarda Mirim de Amparo, sendo um dos
revisores de A Tribuna. Seu livro de
estréia mereceu, em 1999, um digno prefácio de
Giuseppe Ghiaroni e elogios sinceros de Dom Helder
Camara.
Antes, em
1990, então com 20 anos, Marcelo se avistou por três
vezes com o já combalido ex-presidente Jânio Quadros,
em São Paulo, que se disse “impressionado com a
cultura que ele revela (...)” e “encantado com seus
versos magníficos” (sic). Ao ser indagado sobre suas
perspectivas quanto às reais chances de vir a ser eleito,
neste momento, para ocupar uma das cadeiras na “Casa de
Machado de Assis”, Marcelo Henrique demonstra manter
“os pés no chão”, evitando fazer
quaisquer outros comentários, acrescentando, apenas, que
“por si só, a condição de candidato
à ABL "já é motivo de honra para mim e para a
minha cidade e, em maior escala, para toda a Região de
Campinas”. “Afinal – pontua o poeta –
são tão poucos os poetas que fazem parte da Academia
Brasileira de Letras hoje em dia (...)”.
Sobre a
natural cabala de votos, o poeta diz que se comunicará com
os “imortais” por e-mail e por telefone,
“lamentando não poder visitar um a um, conforme
preceitua a tradição
acadêmica”.
Fonte: Jornal A
Tribuna
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